Já acabou, 2015?

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Cheio de surpresas, 2015 foi intenso. Nem no auge da minha imaginação eu conseguiria elaborar tantos altos e baixos. Tanto que me peguei na saudade de quando a vida era mais fácil. Na época não era, reclamava de acordar cedo, de ter exercício de casa pra fazer e de tirarem meu desenho favorito do ar! Ah, eu não sabia de nada. Continuo não sabendo, essa é a verdade. Mas afinal, quem sabe?  Porque a vida é esse aprendizado constante.  Digamos que apenas descobri como sobreviver a essa fase que a gente começa a entender do que se trata ter tantas responsabilidades. Tomar decisões tem seu peso nada leve, assumir os riscos muitos menos. E quantos riscos, nem sempre com bons resultados, mas certamente com ótimos aprendizados.

E 2015, pouco delicado, começou cedo suas lições. Não parou por um dia sequer, nem mesmo quando  eu estava prestes a desistir. Ele me derrubou quase tantas vezes quanto me levantou, mas em ambas as vezes me ensinou. Entendi como nunca a importância do “filtro”, tanto para ouvir quanto para falar. Principalmente pra falar. E sem esse discurso de que “falo mesmo”. Pois não deveria. Palavras machucam, então “falar mesmo” pode causar feridas irreparáveis. Outras vezes, saber o que ouvir pode trazer benefícios eternos.

Aprendi a teoria e espero praticá-la a partir daqui. “Ninguém disse que seria fácil” parece até um clichê, mas garanto que é a mais pura verdade. Talvez seja coisa dessa geração, a minha, toda essa ansiedade. Porque às vezes olho meus pais e parecem tão certos em suas decisões. Já até me perguntei se nasceram sabendo como prosseguir por essa montanha-russa de tão natural que agem. Meu pai diz que é o tempo, mas quase desconfio de que ele tem um manual por aí, mas acredita que aprender na prática é melhor e por isso o escondeu.  Delírios à parte, de fato, a prática ensina como ninguém. Não vou nem me esticar nesse tópico porque de nada adiantaria falar sem que vivesse o que há pra ser dito. Apenas espere e vai/vamos entender. Por enquanto, e sempre, agradeço. E espero fazer mais disso em 2016, dizer obrigada.

E eu  que  comecei o ano só com esperanças, posso até ter terminado exausta, suplicando por férias, mas com sonhos realizados  e esperança redobrada. Porque apesar de meio bruto, este ano me fez crescer. Vai dar certo ano que vem? É aquela velha história: a gente não sabe, mas também não desiste. Termino assim a última coluna de 2015 como comecei, com um breve “vamos em frente” e até semana que vem 🙂

(Texto publicado na minha coluna do Jornal A Voz da Cidade em 30/12/2015. Todas as quartas-feiras na bancas da região Sul Fluminense.)

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3 comentários

  1. “Ele me derrubou quase tantas vezes quanto me levantou” de repente lembrei do show do Mc Gui. Hahahahahahaha

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