O que vi: Reza a Lenda

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Recentemente, assisti ao  novo longa metragem brasileiro “Reza a Lenda”. Um salto na produção cinematográfica do nosso país, mas que me deixou com certa saudade de um bom roteiro. O Brasil  acostumado a produzir comédias e alguns dramas sociais para o cinema, como bem lembrou Francisco Russo em sua crítica sobre o filme, resolveu arriscar com Cauã Reymond interpretando Ara, um motoqueiro cheio de fé na santa que trará chuva para o sertão nordestino. Sophie Charlotte e Jesuíta Barbosa estão no elenco e são seus fiéis escudeiros, na história. Não sou especialista em crítica do cinema, portanto, compartilho minha opinião e sentimento sobre o filme que, justiça seja feita, me pareceu muito bem dirigido e com uma fotografia linda. Tem imagens espetaculares do sertão. E mesmo com narrativa  pouco elaborada e crível (por mais que a gente saiba que é só um filme/ficção), não me entediou.


Enquanto eu esperava por uma sanfona e quem sabe até a voz de Gonzaguinha pra embalar as cenas, eis que fomos surpreendidos por muito hip-hop e música eletrônica. O que pra mim, pareceu segurar e dar ritmo ao filme. Achei até que, ousadamente, funcionou, com direito a música tema de Tropikillaz. Não fosse a trilha, ficaria cansada do enredo durante 1 hora e 30 minutos de exibição.


Senti falta de um “clímax”. O filme acabou e continuei esperando por uma reviravolta, alguma cena de impacto, o momento onde tudo passaria a fazer – mais – sentido. Não aconteceu. Novamente, senti falta de uma história mais elaborada. Saí do cinema com a missão de “passar o tempo” cumprida, porém com certa frustração por saber que temos bons roteiristas no Brasil, mas que não estavam presentes durante a pré-produção de “Reza a Lenda”.


Minha nota é 3. Mas podia ser 4.

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